Plantio Direto - Manejo correto

31 Julho 2017
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Manejo correto pode fazer a diferença para salto de produtividade.

 Danielle Castro Garcia 

   

O plantio direto já é uma realidade consolidada nas lavouras nacionais, especialmente quando se analisa o estado do Paraná, onde cerca de 90% das plantações adotam o método. Mas ainda há muito para evoluir quando se pensa em plantio direto, rotação de cultura e correção de solo no dia a dia do produtor. Essas evoluções é que se trarão um melhor resultado no campo.

Ao analisar os dados da safra de trigo de 2016, a possibilidade de aumento de produtividade fica clara. A média nacional de produtividade para a cultura de trigo foi de 3.175 Kg por hectare, enquanto na região de Guarapuava, área de atuação da Cooperativa Agrária, chegou a 4.887 Kg por hectare, com o produtor de maior média tendo atingido o patamar de 6.364 Kg. Nas áreas da Cooperativa, as características de solo e o material genético eram os mesmos, o que permite atribuir a diferença de resultado alcançado ao manejo empregado em cada propriedade.

Os dados foram apresentados durante a palestra da pesquisadora da Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária - FAPA, Sandra Mara Vieira Fontoura, durante a 11ª Reunião da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale e o Fórum Nacional de Trigo 2017, que está sendo realizada nesta semana, na Coodetec, em Cascavel/PR.

A pesquisadora alerta para a importância da rotação de culturas e do agricultor pensar com os olhos no futuro de sua lavoura. “Da maneira como estamos seguindo, com a maioria dos produtores indo massivamente para a cultura da soja, acredito que num curto espaço de tempo essa cultura não se sustente mais sozinha. É preciso diluir os custos em diferentes culturas. A rotação não é importante somente pelo aspecto da sustentabilidade, é importante também para viabilizar a própria cultura da soja a longo prazo”, explica.

Sandra disse também que a correção do solo, quando bem feita, é um investimento traduzido em maior produtividade na lavoura. “Os materiais mais produtivos são mais exigentes e o produtor precisa investir para colher esses resultados. Se não investe, não colhe”, enfatiza.

O evento segue até essa quinta-feira, dia 27, reunindo as subcomissões de pesquisa de trigo e triticale, onde são apresentados resultados de pesquisa e inovações para as áreas de Ecologia; Fisiologia e Práticas Culturais; Fitopatologia; Entomologia; Melhoramento, Aptidão Industrial e Sementes; Solos e Nutrição Vegetal e Transferência de Tecnologia e Socioeconomia.em R$ 1,5 milhão por beneficiário.

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