Liberado crédito para assentamentos

23 Fevereiro 2017
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Valores estão disponíveis em agências bancárias nas quais as famílias possuem relacionamento.

 

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) liberou R$ 536,4 mil para um grupo de 191 famílias de 72 assentamentos do Rio Grande do Sul, nas modalidades Apoio Inicial I e Fomento Mulher.

Os créditos visam apoiar o preparo ou o desenvolvimento de atividades produtivas nos lotes. Os valores estão disponíveis em agências bancárias nas quais as famílias possuem relacionamento. O saque é feito com o Cartão do Assentado, instrumento individual para cada agricultor movimentar suas linhas de crédito.

O Apoio Inicial I concedeu R$ 2,4 mil por família para instalação e aquisição de itens de primeira necessidade. Por meio desta modalidade, foram destinados R$ 146,4 mil a 61 famílias de 32 assentamentos.

A maior concentração de agricultores atendidos situa-se em Canguçu, Piratini e São Gabriel, além de assentados em Herval, Arroio Grande, Candiota, Encruzilhada do Sul, Tupanciretã, Hulha Negra, Pedras Altas, Herval, Pinheiro Machado, Santana do Livramento, Dom Pedrito, São Luiz Gonzaga e Rosário do Sul.

Para o Fomento Mulher foram autorizados R$ 390 mil, divididos para 130 beneficiárias da reforma agrária de 52 assentamentos (em 20 municípios). O crédito é voltado à implantação de projeto produtivo sob responsabilidade da mulher titular do lote, no valor de até R$ 3 mil, em operação única, por família assentada.

No Rio Grande do Sul, as propostas apresentadas pelas agricultoras direcionaram-se, em sua maioria, à expansão da pecuária leiteira, de hortas, de panificação ou da criação de galinhas. Os projetos foram elaborados em parceria com as equipes de assistência técnica contratadas pelo Incra.

Em Hulha Negra, Selanira Antônio da Silva, do assentamento estadual Nova Querência, pretende ampliar a produção leiteira com a aquisição de mais uma vaca. “O recurso veio bem na hora que eu estava procurando um financiamento no banco para comprar, porque muitas vacas não estão produzindo agora”. No rebanho de 12 animais, a metade está em lactação.

Segundo Selanira, o investimento do Fomento Mulher trará “um retorno rápido”, facilitando a quitação do crédito, que é pago em parcela única, após um ano de carência e com desconto de 80%.

“Uma vaca a mais no campo me dá 10 a 15 litros de leite por dia, no mínimo. Isso gera, diariamente, R$ 15. Em um ano, a gente tira leite durante 10 meses, então, rapidinho pagamos o crédito e a vaca vai continuar produzindo e ainda me dá terneiro”, calcula a assentada.

Atualmente, Selanira e o marido entregam cerca de 2 mil litros de leite por mês a uma cooperativa da região. Vendido ao preço médio de R$ 0,95 o litro, o produto é a principal fonte de renda da família. O casal também cultiva hortas e cria porcos e galinhas para consumo próprio.

Fonte: Incra.

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Jornal AgroNegócio

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